Meninos Cantores da Trofa na Casa Allen e Casa das Artes

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Meninos Cantores do Município da Trofa vão realizar uma visita cantada à Casa Allen, Casa das Artes e Jardins no dia 9 de setembro.
A iniciativa acontece no âmbito do estágio de verão que o coro faz no início de cada ano letivo.
Ao longo do dia, a partir das 10h, os meninos vão surpreender os visitantes com cantigas de roda e outras.

O Coro dos Meninos Cantores do Município da Trofa, formado por 40 elementos, nasceu a 1 de Outubro de 1999.
Dirigido desde a sua fundação por Antónia Maria Serra, este foi o primeiro projeto avançado por iniciativa do Pelouro da Cultura do Município da Trofa.

Apresentação do livro «José Carlos Magalhães Carneiro – Obra de Arquitetura»

Apresentação de Livro J C  Magalhães Carneiro

Dia 28 de julho, pelas 18h00, na Casa Allen, no Porto.

Biografia

José Carlos de Almeida Magalhães Carneiro nasce a 28 de Setembro de 1931 na aldeia de Cadima, concelho de Cantanhede, num ambiente rural de onde são originários avós paternos e maternos.

Em Cadima completa a instrução primária, prosseguindo depois os seus estudos no Colégio Brotero no Porto.

Ingressa em Arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto. Completa o 1º ano e interrompe os seus estudos durante cinco anos para trabalhar com o pai na empresa familiar de importação de algodão. Pai esse que, todos os anos, o volta a inscrever na faculdade, incentivando-o a retomar o seu caminho de escolha.

Regressa a Escola de Belas Artes e inicia simultaneamente colaboração no gabinete dos arquitetos João Andersen e Januário Godinho, que vai durar até à conclusão do curso.

Ingressa em equipa com os arquitetos Agostinho Ricca e João Serôdio, na “Sociedade de Construções William Graham”, promotora de inúmeros empreendimentos relevantes no Porto; entre eles o “Foco”.

Constitui mais tarde a ESUR em conjunto com os arquitetos João Serôdio e Alfredo Resende, à qual se segue a PRADE com o arquiteto João Serôdio; em ambos os casos com atividade incidindo maioritariamente no Porto.

Em complementaridade a essa atividade profissional em meio urbano, desenvolve a partir de Moledo do Minho e ao longo de mais de cinquenta anos uma outra arquitetura, de carácter intimista, em que predominam moradias familiares de fim-de-semana. Nela constrói a sua obra de cunho mais pessoal, em que busca a integração com a natureza, e onde, nalguns casos, abraça o desafio da recuperação de construções tradicionais de aldeia.

No seu percurso na escola é contemporâneo numa primeira fase dos arquitetos Álvaro Siza e Alcino Soutinho e posteriormente, dos arquitetos José Pulido Valente, Pedro Ramalho, Alexandre Alves Costa, Sérgio Fernandes, Pedro Ferreira Pinto, entre outros.

Ainda hoje reparte a semana entre o Porto e Moledo, onde invariavelmente se mantém em atividade, combinando as paixões de sempre: arquitetura e jardins.

Concerto Sona Duo | 24 julho | 16h30

 

CA-SonaDuo

 

ENTRADA LIVRE

 

Este duo, criado no âmbito da cadeira de Música de Câmara, é composto pelos alunos Eoin Smiddy, de Cork (Irlanda) e Gabriela Caldeira, do Porto (Portugal). Queríamos um nome que, mais que o comum sentimento de parceria, pudesse reflectir este intercâmbio entre culturas; para isto, precisávamos de uma palavra que as duas culturas – a irlandesa e a latina – pudessem partilhar, ainda que com diferentes significados. No final, a palavra escolhida foi “sona”, intimamente relacionada com o verbo latino “sonare” (que significa “soar”, “fazer som”) e que originou palavras como sonata, soneto e sonatina.

A isto eu devo acrescentar que as raízes mais profundas da palavra vêm de facto do grego “personare” (que deu à luz palavras como pessoa ou personificação) e que se referia à máscara que os actores gregos usavam no rosto para interpretar as suas personagens. Seria só mais tarde que os latinos adaptariam a palavra para se referir, por oposição, a algo que se origina dentro de um corpo e que se emite para o exterior. Deste modo, “sonare” or “personare” podem também entender-se como algo equivalente a “dar à luz uma ideia abstracta”: no nosso caso, dar corpo ao som (Música).

Por oposição, a “sona” no contexto irlandês não poderia ser mais diferente: em irlandês, “sona” significa “feliz” e isto deixou-nos a reflector com uma possível metáfora em que se pudessem fundir a ideia de dar corpo ao som e à felicidade ou, por outras palavras, a esperança por um lugar melhor através da influência activa da Música (isto porque um músico é, ele mesmo, um professor e um intérprete e porque não podemos negar o impacto de uma educação baseada na Beleza e na Harmonia das Ideias). Mais como valor e menos como uma estética, a Beleza em si mesma é a última redentora das almas e, tal como nenhuma boa árvore pode brotar em solo estéril, só pela experiência da Beleza pode o espírito humano atingir a perfeição.

Gabriela Caldeira

Eoin Smiddy